O Musical Rei Leão na Broadway


A história do Rei Leão é muito interessante, porque quando estive em New York eu tinha em mente somente o Fantasma da Ópera e nada mais, mas quando cheguei na Broadway pude ver o universo de musicais que o lugar oferecia para todos que estavam ali a procura de entretenimento.
Os ingressos eram vendidos em pontos estratégicos e as filas eram longas. O interessante é que todos os shows começavam na mesma hora, sempre às oito horas e se você quisesse ver dois musicais na mesma noite seria impossível.  




No último dia em New York e eu resolvi ir para a fila para assistir o Rei Leão. Cheguei, vi aquela fila grande e entrei. As pessoas passavam com o ingresso na mão e eu estava esperando ali para poder entrar também. Atrás de mim tinha dois rapazes e me parece que eram casais porque me perguntaram se eu iria assistir o musical Lion King.

Eu disse que sim, então disseram que aquela fila era para desistência e já  estava na hora de começar. Um deles me disse que na esquina tinha um cambista vendendo somente um ingresso. Como eles estavam em dois, não iriam comprar e por verem que eu estava sozinha, resolveram me avisar. Quando vi que talvez não iria dar tempo para comprar o ingresso e aquela noite era minha última noite, resolvi ir ao encontro do cambista. O problema é que é extremamente proibido vender ingresso fora de teatro, então, quando o homem viu que eu estava indo em direção a ele, logo começou a descer a escada e foi descendo até chegar ao metrô. Ele me disse o preço e eu paguei. Fiquei com medo daquele ingresso ser falso, pois  não tinha nenhuma garantia da autenticidade, mas resolvi me arriscar. Ele me cobrou oitenta dólares e como o preço do Fantasma da Ópera era esse, resolvi pagar sem pestanejar.
Quando cheguei na porta do teatro para entrar, estava morrendo de medo de ter jogado oitenta dólares no lixo, então, quando o homem que pega o ingresso pediu o meu, entreguei, e então ele olhou e pediu para eu entrar e pegar o elevador. O frio na barriga passou e dei graças a Deus que era verdadeiro aquele ingresso.
Assisti o musical Lion King do alto. Tinha muitas crianças assistindo e elas sempre repetiam o que o Simba falava e sabiam todo o diálogo. Parecia que já tinham visto mais de uma vez o musical. Tinha uma criança do meu lado com muito medo porque era muito alto onde  estávamos e ela estava dando muito trabalho para as professoras que estavam acompanhando. Realmente, o lugar era o mais alto do teatro que mesmo eu estava com medo.
Foi um show maravilhoso, um sonho realizado e  não me arrependi de ter comprado aquele ingresso sem pelo menos ter visto o preço. Quando terminou o show e eu fui embora, cheguei onde estava hospedada e as pessoas ficaram passadas porque elas estavam tentando assistir aquele musical há tempos e não conseguiam ingresso de maneira nenhuma porque estava sempre esgotado. Disse que comprei de um cambista e só então fui ver o real preço do ingresso - eu paguei oitenta dólares e o ingresso era de vinte e cinco dólares - foi por isso que eu assisti do lugar mais alto.
Depois pensei e cheguei à seguinte conclusão: se não fosse daquela forma, eu não teria assistido nenhum musical porque todos acontecem ao mesmo tempo, eu tinha gastado todo tempo na fila para assistir o Rei Leão e não tinha mais tempo sobrando; ou comprava o ingresso do cambista ou voltava para a casa sem ter visto nenhum musical.
Quando voltei ao Japão, alguns meses depois, o musical veio para Tokyo, e ai sim como já conhecia e sabia que o ingresso era muito disputado, comprei o ingresso assim que abriram a internet para as vendas. Dessa forma, pude ver de um outro ângulo e apreciar o máximo possível daquele show inacreditável. Realmente, esse foi um dos mais bonitos dos musicais que assisti. Como já tinha assistido o desenho mais de uma vez porque foi uma febre mundial, era mais do que justo assistir o musical também.
Resolvi contar essa história porque o filme Rei Leão, estreou este ano e me fez recordar todo aquele momento e inclusive a oportunidade que eu tive de assistir aquele musical tão comentado desde aquela época até os dias de hoje, mas agora em forma de filme. Me senti no direito de assistir o filme sozinha, então, fui ao cinema e pude apreciar mais uma vez essa obra-prima com direito a pipoca e tudo.


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